Durante muito tempo, o seguro de vida foi associado apenas à proteção financeira em caso de falecimento. Hoje, no entanto, ele se consolidou como uma ferramenta estratégica dentro do planejamento patrimonial e sucessório.
Sua principal vantagem está na liquidez imediata oferecida à família em um dos momentos mais sensíveis da vida, quando além do luto, surgem despesas elevadas e urgentes.
Liquidez fora do inventário
Diferentemente de outros bens, o seguro de vida não entra no inventário e o valor da indenização não sofre incidência de Imposto de Renda. Isso permite que os beneficiários tenham acesso rápido aos recursos, sem burocracia.
Na prática, esse capital pode ser utilizado para custear o próprio processo de inventário, especialmente quando o patrimônio está concentrado em imóveis ou ativos de difícil liquidação.
Os custos do inventário
O inventário envolve despesas relevantes que muitas vezes são subestimadas. Entre elas estão:
- ITCMD, que pode chegar a até 8%, conforme a legislação de cada estado.
- Honorários advocatícios, que podem alcançar até 6% do patrimônio.
- Custos processuais, como taxas judiciais, cartórios e certidões.
Para ilustrar, um patrimônio de R$ 10 milhões em um estado com alíquota de 5% de ITCMD exige um desembolso imediato de R$ 500 mil apenas em imposto, sem considerar os demais custos. Para a maioria das famílias, esse valor não está disponível em caixa.
Uma realidade comum às famílias brasileiras
Mesmo patrimônios considerados médios podem gerar dificuldades. Um apartamento, uma casa ou um imóvel comercial frequentemente representam a maior parte da herança, mas não oferecem liquidez imediata.
Sem recursos disponíveis, herdeiros podem ser forçados a vender bens às pressas ou recorrer a empréstimos, ampliando ainda mais o impacto financeiro em um momento delicado.
Como definir o capital segurado
Para que o seguro de vida cumpra seu papel sucessório, o capital segurado deve ser calculado de forma estratégica. É fundamental considerar:
- Valor total do patrimônio.
- Estimativa do ITCMD conforme o estado.
- Honorários advocatícios e custos processuais.
Também é recomendável incluir despesas familiares recorrentes, como moradia, educação dos filhos, dívidas e financiamentos, descontando a renda do cônjuge ou parceiro, quando houver.
O valor final deve garantir estabilidade financeira aos beneficiários pelo período desejado.
Planejamento feito no tempo certo
A contratação do seguro de vida exige algumas condições, como idade geralmente inferior a 60 anos, boas condições de saúde e ausência de atividades de risco.
Por isso, iniciar o planejamento o quanto antes amplia as possibilidades de cobertura e reduz custos. Mais do que um produto financeiro, o seguro de vida é uma ferramenta de organização patrimonial, proteção familiar e responsabilidade.
Na Manchester, acreditamos que planejar é a melhor forma de preservar patrimônio, reduzir conflitos e garantir tranquilidade para quem fica.

