O JPMorgan manteve a recomendação de compra para as ações da XP Inc. Segundo o banco, a companhia reúne fundamentos sólidos, valuation atrativo e elevada capacidade de geração de capital. Com isso, a instituição enxerga espaço para valorização das ações e maior retorno aos acionistas.
Valuation atrativo fortalece a tese
O banco definiu preço-alvo de US$ 26 para as ações negociadas na Nasdaq até dezembro de 2026. A projeção representa potencial de valorização de 61%. Já para o BDR XPBR31, negociado na B3, o preço-alvo é de R$ 136. Nesse caso, o potencial de alta chega a 64%.
Distribuição de capital ganha destaque
De acordo com o relatório, a XP poderá distribuir entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões em capital excedente. Dessa forma, o yield estimado varia entre 12% e 13%. Esse cenário é sustentado por uma estrutura de capital robusta. Atualmente, a companhia opera com índice de Basileia próximo de 21%, acima da faixa considerada ideal.
Cenário pode favorecer o crescimento
Mesmo com juros estáveis, o JPMorgan acredita que a XP continuará gerando resultados consistentes. Por outro lado, uma eventual redução da taxa de juros tende a impulsionar o crescimento da base de ativos sob custódia e ampliar as receitas da companhia.
Riscos seguem no radar
Apesar da visão positiva, o relatório aponta alguns desafios. Entre eles estão o aumento da concorrência com bancos tradicionais, possíveis pressões sobre as margens e mudanças estruturais no setor. Ainda assim, o JPMorgan avalia que a XP permanece bem posicionada no mercado brasileiro de investimentos. Portanto, a combinação entre geração de caixa, capital sólido e valuation descontado reforça a perspectiva positiva para a companhia.
Fonte: InfoMoney


