Em entrevista à Broadcast, Eduardo Cubas, sócio da Manchester Investimentos, foi direto: o momento exige cautela.
Diante de um cenário global pressionado por conflitos geopolíticos e incertezas locais com a proximidade das eleições no Brasil, a principal recomendação não é agir, mas sim aguardar com disciplina.
O cenário atual exige prudência
Segundo Cubas, o conflito no Oriente Médio adiciona uma camada relevante de complexidade para os investidores, principalmente pelo impacto no preço do petróleo e nas expectativas de inflação.
Ao mesmo tempo, o ambiente doméstico também impõe desafios, com dúvidas fiscais e o ciclo eleitoral no radar.
“Estamos em um momento pouco previsível”, destaca o executivo.
Liquidez como estratégia
Diante desse cenário, a Manchester tem adotado uma postura mais conservadora, com níveis de liquidez acima do padrão.
A lógica é clara: preservar capital e manter flexibilidade para agir quando houver maior visibilidade.
Até mesmo investidores com perfil mais arrojado são orientados a evitar movimentos precipitados.
Oportunidades em meio à incerteza
Apesar da cautela, existem direcionamentos importantes.
Ativos atrelados à inflação, como títulos indexados ao IPCA, ganham protagonismo em um ambiente de pressão inflacionária. A busca por rendimento real passa a ser central na construção de portfólios mais resilientes.
Diversificação internacional no radar
Outro ponto relevante é o aumento gradual da exposição internacional.
A estratégia envolve consistência e construção progressiva de posição no exterior, começando por ativos de menor volatilidade e ampliando à medida que o investidor ganha confiança.
Eleições e dinâmica de mercado
Diferente de ciclos anteriores, a expectativa é de menor volatilidade no mercado brasileiro, impulsionada pelo fluxo estrangeiro.
Ainda assim, o período pré-eleitoral deve seguir exigindo atenção e leitura cuidadosa do cenário.
Mais do que buscar antecipar movimentos, o investidor que atravessa bem momentos como este é aquele que respeita o cenário, preserva capital e mantém clareza estratégica para agir no tempo certo.
Fonte: Entrevista de Eduardo Cubas à Broadcast
https://drive.google.com/file/d/1D4JvqjcGBqzzmWOSAXXPEhrhwtYhAtNp/view?usp=sharing


