O dólar opera em alta nesta segunda-feira (13), em um movimento impulsionado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. A escalada do conflito elevou a aversão ao risco nos mercados globais, levando investidores a buscar ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana.
Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz, anunciado pelo Irã, aumentou as preocupações com o abastecimento mundial de petróleo. Como resultado, os preços da commodity avançaram, reforçando o clima de cautela entre os agentes financeiros.
Conflito internacional amplia volatilidade
Os novos ataques entre forças americanas e iranianas intensificaram as incertezas sobre o cenário geopolítico. Enquanto os Estados Unidos informaram ações contra sistemas de defesa e infraestrutura militar iraniana, o Irã afirmou ter realizado ofensivas contra instalações militares norte-americanas em países do Oriente Médio.
Diante desse contexto, o mercado passou a monitorar os possíveis impactos sobre o comércio global, especialmente no setor de energia. Afinal, qualquer interrupção no fluxo de petróleo pode influenciar a inflação e as expectativas para a política monetária de diversos países.
Brasil também permanece no radar
No cenário doméstico, investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, que manteve a projeção do dólar em R$ 5,20 ao fim deste ano e em R$ 5,28 para o próximo. As estimativas para a Selic também permaneceram estáveis, indicando taxa de 14,00% no encerramento de 2026.
Além dos indicadores econômicos, o ambiente político segue sendo observado pelo mercado, especialmente após a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral, que apontou empate técnico em um cenário de segundo turno para a Presidência.
Mercado segue atento aos próximos movimentos
Com o cenário internacional ainda cercado de incertezas, a tendência é que o comportamento do dólar continue sensível aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, indicadores econômicos e decisões sobre juros permanecem no foco dos investidores, influenciando as expectativas para os mercados nas próximas semanas.
Fonte: InfoMoney.


